O anterior trabalho, “Canto da Terra”, foi um dos maiores prazeres e recompensas da minha vida. Foi uma viragem de página. Uma tomada de decisão de renovar, de reciclar, de enveredar por outros caminhos, de buscar novas soluções dentro da música, novas roupagens e posturas para vestir conceitos dos quais, no entanto, não abro mão. Mas atitudes como esta, após 37 anos de carreira pública não são fáceis. Há que contar com a aprovação, com a compreensão. Há que contar com a fidelidade daqueles que nos acompanharam durante os 37 anos. Há que conquistar novos amigos sem perder os que já nos são caros. Há que mudar invólucros sem perder o mesmo conteúdo, esse eterno porque vem da alma. E tudo isto foi conseguido! Para espanto de mim próprio, para espanto dos novos amigos e para alegria dos que já eram! O “Canto da Terra” abriu, então, uma nova estrada à minha frente, pelo qual sigo agora renovado e cheio de prazer. Fez jorrar uma nova fonte de inspiração de cuja fartura bebo e me embriago! Nasce agora “Raiç”, a palavra Mirandesa para Raiz, …uma alegria mais profunda. Remexer o baú das minhas memórias e das memórias do meu povo, dos cantares, das raízes! Poder cantar livremente tudo aquilo que vivi e que esteve guardado no mais íntimo do meu ser é uma libertação da alma! Após tanto tempo buscando e incorporando nos espectáculos os frenéticos ritmos que, da África, cruzaram para o Brasil, vemos hoje a mesma vibração, a mesma força e pujança que fez saltar pés e corações, com os ritmos Trasmontanos. Com este trabalho fez-se a sintonia perfeita, a química necessária com outras esferas da Alma Portuguesa. E, consegui a minha própria linguagem para expressar esta sintonia. “Raiç”… minha melhor obra!

Roberto Leal

Alinhamento

1. Moda do Entrudo
2. La Cirigoça
3. Don Solidon
4. Ó Bininha
5. Redondo (versão Portuguesa)
6. La Lhoba Parda
7. Vindima
8. Vira Virou
9. Tengo Giriboilas
10. Meu Coração é um Rio
11. Eu só Peço a Deus (Solo le Pido a Dios)
12. Que Amor não me Engana 13. Redondo (versão Original)

Ficha Técnica:
ARRANJOS, DIRECÇÃO ARTÍSTICA E PRODUÇÃO MUSICAL: RICARDO J. DIAS
MÚSICOS:
RICARDO J. DIAS: PIANO E ACORDEÃO
ANTÓNIO PINTO: GUITARRAS ACÚSTICAS
DIDI: BAIXO ELÉCTRICO E FRETLESS
AMADEU MAGALHÃES: CAVAQUINHO, BRAGUESA, BANDOLIM, GAITA DE FOLES E FLAUTA
MANUEL ROCHA: VIOLINO
JOAQUIM TELES (QUINÉ): PERCUSSÕES

TOCÁ RUFAR: PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
DANIELA RUAS - BOMBO
ROSA FERRINHO - BOMBO
BRUNO VALENTE - CAIXA DE RUFO
ANDRÉ S.MACHADO - CAIXA DE RUFO
RUI JÚNIOR - CAIXA DE RUFO
MÁRIO JOÃO SANTOS - CAIXA DE RUFO
GRAVADO NO ESPAÇO TAMBOR Q FALA, SEDE TOCÁ RUFAR COM INSTRUMENTOS TRADICIONAIS PORTUGUESES TR.
GRAVAÇÃO: FERNANDO ABRANTES E SAMUEL HENRIQUES

REVISÃO E TRADUÇÕES DE MIRANDÊS: AMADEU FERREIRA

CORO: CARLOS COINCAS, PEDRO MIMOSO, FRANCISCO ANDRADE E ANDREIA, EXCEPTO NO TEMA “REDONDO”: RICARDO DIAS, QUINÉ, ANDRÉ TAVARES E ROBERTO LEAL E "LA CIRIGOÇA": ROBERTO LEAL, RICARDO J. DIAS, ANDRÉ TAVARES E JOAQUIM TELES (QUINÉ)
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: ANDREIA NO TEMA “Ó BININHA”
DIRECÇÃO VOCAL: CARLOS COINCAS
GRAVAÇÃO: FERNANDO ABRANTES E ANDRÉ TAVARES
MISTURA E MASTERIZAÇÃO: FERNANDO ABRANTES
PRODUÇÃO EXECUTIVA: FERNANDO ABRANTES E ROBERTO LEAL

GRAVADO, MISTURADO E MASTERIZADO NO ESTÚDIO MDL EM MAIO/JUNHO 2009

PESQUISA DE REPORTÓRIO: ROBERTO LEAL, RODRIGO LEAL, RICARDO J. DIAS, VÍTOR FÉLIX E MÁRIO ESTANISLAU
SELECÇÃO DE REPORTÓRIO: ROBERTO LEAL